Homofobicha – verdades e mintos

avera

Viado(veado?), boiola, bicha, baitola e outros adjetivos que tais, bem como seus substantivos (viadagem, boiolagem, bichice, etc) vêm sendo a cada dia mais malvistos nas interwebs.

Todo mundo sabe o que é. Todo mundo sempre usou. Mas nestes últimos dias, os adjetivos, que qualificavam o sujeito, passaram a ser qualificados sob o título de “homofobia”.

Porém, verdade seja dita, isso é uma tremenda viadagem, porque todos nós, homens, sabemos que o uso destes termos nem sempre é depreciativo, já que todo homem que eu e você conhecemos chama os seus amigos mais queridos justamente de…viados!

“_E aí, viado, beleza?”

“_Fala, bicha louca, tá sumido!”

Meu sogro me chama de viadinho, cara! E eu como a filha dele! E eu chamo ele de bicha velha, mesmo ele tendo feito a filha pra eu comer!

Isso não é depreciativo, é uma demonstração de carinho, mas, como carinho entre homens é viadagem, a gente já vai logo se chamando de viado, e fica tudo certo.

Claro que tem o outro lado da moeda, o da homofobia de fato, mas isto é assunto para um outro post outros blogs, que tratarão do assunto de maneira séria e comprometida. Só tenho compromisso com a zoeira.

atesouro

E vocês? Quais são os seus viados preferidos? Pode ser um personagem da TV, um parente, um amigo, irmão, primo, etc.

Só não pode dizer que sou eu, senão…ban! Comentem aí!

Por que amamos tanto a TRETA?

atreta

Não é segredo para nenhum de vocês que este Malcriado que vos escreve é carioca. Porém, isto não me impediu de aderir ao uso de uma palavra que não usamos por aqui: treta.

Sim, carioca não fala “treta”. Carioca fala “caô”.

“_Qual é o caô, maluco”? “_Vai ficar de caô, babaca”?

O que me fez aderir rapidamente foi a mera troca de palavras com a palavra “tetra”, que gerou o meme do Pelé e do Galvão aí em cima.

A partir daí, já adotei a palavra.

Se você estiver meio *chatiado* e quiser sorrir é com Patati, basta buscar o termo “treta” no Google imagens, e Silvio Santos, Pelé e Galvão, Jack Sparrow, o rei Leônidas de “300”, o Chapolin e muitos outros virão lhe ajudar!

Como vocês também estão carecas de saber (alguns até literalmente!), meu site preferido de tecnologia é o PPLWARE, de Portugal, e, lendo os comentários de lá, acabei por descobrir que os tugas também usam a palavra “treta”.

Uma rápida busca no dicionário online Priberam, lá de Portugal, retornou o seguinte:

tre·ta |ê| -(espanhol treta)
substantivo feminino
1. Ardil (empregado na luta) para vencer o contrário.

2. [Figurado]  Artifício; estratagema; malícia; manha.

3. [Informal]  História falsa. = MENTIRA, PETA, TANGA

tretas – substantivo feminino plural
4. Conversa sem importância ou para enganar. = LÉRIA, PALAVREADO

Acontece que o dicionário Aurélio diz praticamente a mesma coisa, e nas nossas tretas infernéticas (sim, o neologismo é proposital) TUDO ISSO AÍ É VERDADE, e estes ardis podem ser resumidos em duas palavrinhas mágicas: trollagem e zoeira (ou zuêra, ou zueira…kkkk).

azoeira

E a zoeira, vocês sabem: never ends!

Na maioria das vezes, uma treta é só uma treta. É só zoeira, tipo quando a gente era moleque e alguém dizia: “foda-se!”, e você respondia “foda-se bem, foda-se mal, cai de boca no meu pau”.

Tinha neguinho que ficava puto, queria brigar, mas tinha neguinho ainda mais maroto que respondia: “foda-se mal, foda-se bem, cai de boca você também”.

Mas tem gente que se leva a sério demais. Que acha que sua argumentação merece respeito, deferência e, se possível, reverência.

E é este tipo que acaba fazendo concurso para juiz e dando voz de prisão para guarda municipal na blitz ou para funcionário de aeroporto.

Mas peraí…dar voz de prisão de graça aos outros não é treta?

FUI BANIDO DE NOVO!

Aêêêê!

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Agora aquele barraco fecha.

 

Comprometido com a comérdia